17 de julho de 2011

Dinâmicas para as rodas de Terapia Comunitária

As dinâmicas são muito importantes para o sucesso das rodas de Terapia Comunitária. Proporcionam um momento de descontração, interação do grupo e servem para "quebrar o gelo".

Podem ser usadas músicas, cantigas de roda, brincadeiras, técnicas de relaxamento, entre outros, sempre tomando cuidado com o tempo. Elas não devem ser longas.
O terapeuta deve ter uma dinâmica em mente, mas SEMPRE perguntar para o grupo se eles têm alguma sugestão. É uma forma de valorizar o saber do grupo e fazer o resgate cultural daquela comunidade.
É importante perceber o grupo no dia. Se estiverem mais agitados é melhor dar preferência às técnicas de relaxamento. Se o grupo estiver mais tenso e calado, podem ser usadas técnicas mais lúdicas. A sensibilidade do terapeuta é muito importante nessa decisão.

Os terapeutas podem acrescentar outras sugestões de dinâmicas nos comentários dessa mensagem.

Segue uma sugestão de dinâmica para as rodas de Terapia Comunitária. É a entrevista musical. O terapeuta faz a pergunta e os participantes respondem cantando. O terapeuta deve providenciar um xerox para todos os participantes.


7 de julho de 2011

Mais uma oportunidade para fazer o curso de Terapia Comunitária em BH

O curso de Terapia Comunitária em BH iniciou-se no dia 17/06/2011.
Algumas pessoas manifestaram interesse em integrarem-se ao grupo e levantamos a possibilidade de realizar o primeiro módulo novamente nos dias 06 e 07 de agosto 2011.
Contatos: 88780308
luciano308@yahoo.com.br
Luciano.


27 de junho de 2011

Fotos do primeiro módulo do curso de Terapia Comunitária BH 2011-2012

Postagem das fotos autorizada pelos alunos

Primeira aula...


                                              momento de união...


                                              hora da partilha de sentimentos...


                                         momento de descontração...


                                            hora de estudar e admirar a natureza...


                                               nosso café da manhã...
                                                       

Depoimento de aluna do curso de Terapia Comunitária de BH após participar do primeiro módulo (de 17 a 19/06/2011)

A publicação da mensagem foi autorizada.

"Querida Equipe do TCI 2011,
  
Quero primeiramente agradecer-lhes pela tão amorosa acolhida a todos nós. Amei!
 
Segundo, parabenizá-los pela coragem e disposição de compartilhar conosco e com a vida, tantos ensinamentos preciosos, com tanta seriedade e competência, para que possamos nos capacitar e apaziguar tantos corações sofridos por este Brasil afora...
 
Minha querida Patativa Arlete,  senti falta de ser acordada esta manhã ao som de sua voz aveludada e firme que nos embala e chega sempre certeira nos nossos momentos de incerteza e fragilidade... quanto talento minha morena de Angola...
 
Minha querida fluminense Lúcia, seu bom humor ainda está aquecendo a minha alma embora sinta falta de seu abraço aconchegante... Seu amor fraternal rompeu barreiras outrora intransponíveis... "tu viste"???... Please, mande lembranças para "Meu Sol" ...
 
Meu querido menino Luciano, que cura o físico e eleva a alma dessa nossa gente maravilhosa, que deixa rastro de bondade por onde passa, grande ser humano desabrochando e renascendo no doar. Conte comigo para seus projetos de vida. Você é muito especial. Continue brilhante e siga sempre em frente com seus sonhos nas rodas da vida... "Querer é poder".
 
Minha querida mestra Marlene, que na sua singeleza, pureza de olhar e simplicidade de alma nos concede tanta sabedoria de vida, na busca de nossas perolas escondidas...que nos ensina a arte do doar... de se encontrar, de se afagar...de poder sentir a leveza do eu e do outro... num vai e vem de emoções e sentimentos emergentes... Uma dádiva conhecê-la...
 
Gosto muito de um pensamento que diz: "Quem não vive para servir, não serve para viver."
 
Estou à disposição de vocês para quaisquer ajuda que se fizer necessária. Sou de BH apesar de não estar morando lá. Se precisarem de alguma informação logística, é só dizer....
 
Um gande beijo no coração de cada um, paz e luz e muita saudade até o próximo encontro....
 
Que o Senhor os ilumine sempre em suas caminhadas e ações...
 
Com carinho,
 
Rúbia Silva"

19 de junho de 2011

Convite para apresentação de trabalhos sobre a Terapia Comunitária no 11º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade

Convido vocês a assistirem as apresentações dos seguintes trabalhos, no 11º Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade e 4º Encontro Luso-Brasileiro de Medicina Geral, Familiar e Comunitária, de minha autoria e de Maria Teresinha de Oliveira Fernandes:

"PROCESSO DE REMINISCÊNCIAS GUIADO PELA TERAPIA COMUNITÁRIA EM GRUPO DE IDOSOS
Data: 23 junho (quinta-feira)
Horário da apresentação: 11h00 - 11h15
Local: SALA 7 / 1° ANDAR

"TERAPIA COMUNITÁRIA: ESPAÇO DE ENFRENTAMENTO DAS ANGÚSTIAS GERADAS PELO TRABALHO DA ENFERMAGEM"
Data: 25 junho (sábado)
Horário da apresentação: 11h45 - 12h00
Local: SALA 1/2 TÉRREO

"A PROBLEMATIZAÇÃO COMO FACILITADORA PARA CONDUÇÃO DE CASOS POR EQUIPE DE PSF
Data: 25 junho (sábado)
Horário da apresentação: 12h30-12h45
Local: SALA 3 – TÉRREO

O congresso será realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, DF.

Conto com a presença de vocês!

18 de maio de 2011

Relatório Final da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial de 2010

Seguem alguns trechos, além do link com o texto completo, do Relatório Final da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial de 2010.
A Terapia Comunitária é citada diversas vezes:

"Garantir a continuidade da implantação, ampliação e fortalecimento da terapia comunitária
como  estratégia  intersetorial de  promoção  e  cuidado  em saúde  mental nos  serviços  de
saúde, saúde mental e assistência social".

"Instituir, no  bloco  de  financiamento  PAB  (Piso  da  Atenção  Básica)  variável dos  Fundos
Municipais de Saúde, incentivo financeiro para implantação e implementação das Políticas
Nacional e Municipal de Práticas Inclusivas e Complementares/Integrativas, a exemplo, da
terapia comunitária, massoterapia, acupuntura e outras práticas integrativas".

"Oferecer formação para os profissionais do SUS que assegurem práticas no território da
Estratégia Saúde da Família, tais  como massoterapia, terapia comunitária e o Programa
Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, de modo a assegurar estas práticas
como instrumento de promoção á saúde"

"Garantir o financiamento para a formação de Terapia Comunitária nos municípios que
desejem   implantá­la   e   fortalecer   naqueles   que   já   estão   em   desenvolvimento,   como
importante estratégia de cuidado no território"

"Criar   estratégias   para   modificar   o   uso   contínuo   e   indiscriminado   de   medicamentos,
fortalecendo os espaços de escuta e expressão no território, utilizando terapia comunitária,
rodas de conversa, oficinas terapêuticas, grupos de dança, arte­terapia, trabalho direcionado
à  valorização  das  potencialidades  dos  usuários  no  esporte, artesanatos, artes  (plásticas,
musical, cênicas)"

"Fortalecer e ampliar as equipes de terapia comunitária".



3 de maio de 2011

Dr Adarberto Barreto falando sobre os benefícios da Terapia Comunitária

http://www.youtube.com/watch?v=u2fJfTan04w&feature=related 

A PROBLEMATIZAÇÃO COMO FACILITADORA PARA CONDUÇÃO DE CASOS POR EQUIPE DE PSF

A PROBLEMATIZAÇÃO COMO FACILITADORA PARA CONDUÇÃO DE CASOS POR EQUIPE DE PSF
Luciano Carneiro de Lima
Maria Teresinha de Oliveira Fernandes
A terapia comunitária vem conquistando um número expressivo de profissionais de saúde.  Ela mostra-se eficiente para a abordagem comunitária, além de ser utilizada pela equipe de PSF. É uma metodologia que tem como um de seus pilares a “problematização”, que possibilita, a partir de um problema trazido por um membro da equipe, que todos possam discuti-lo, tomando como referência aspectos pessoais de sua vida.
Objetiva-se analisar a “problematização”, enquanto um dos pilares da Terapia Comunitária, na condução de casos acompanhados por uma equipe de saúde da família e discutir a “problematização” como facilitadora da condução das reuniões da equipe de saúde da família.
Trata-se de um relato de experiência, sobre a mudança na condução das reuniões da equipe de saúde da família de uma Unidade Básica de Saúde do Distrito Noroeste do Município de Belo Horizonte. Após discussão com a equipe disparou-se o processo de transformação a partir de março de 2008, quando o médico da equipe concluiu a formação em terapia comunitária. Os dados foram coletados por meio de reuniões durante o mês de Novembro/10, onde os integrantes da equipe avaliaram a modalidade adotada com suas impressões e críticas.
A “problematização” possibilitou maior participação dos membros da equipe gerando crescimento pessoal e profissional. Ao analisar os aspectos familiares, sociais e psicológicos dos pacientes, buscando refletir sobre seus próprios conflitos, os integrantes da equipe relataram sentirem-se mais seguros na condução dos casos, com decisões compartilhadas em detrimento de julgamento pessoal, práxis recorrente até então.  Com isso, observou-se que a equipe passou a compreender melhor os modos de viver de cada um, respeitando-se as diferenças e intervindo mais assertivamente nos casos. Perceberam-se mudanças na postura profissional, nos sentimentos com a valorização de si mesmo e motivação para o trabalho. E ainda, mudanças na abordagem entre os colegas de trabalho, que, possivelmente, passaram a conhecer aspectos pessoais de suas vidas, reforçando o respeito mútuo. 
A Terapia Comunitária traz consigo grande capacidade de transformação das relações de trabalho. Sua inserção, na modalidade de “problematização” nas reuniões de equipe, possibilitou a busca da qualidade no trabalho, além de satisfação pessoal dos integrantes da equipe. Essa prática proporciona reflexão coletiva sobre o próprio trabalho, num espaço onde cada um tem voz e vez, podem criticar, sugerir, propor mudanças com vistas ao trabalho mais humanizado.

TERAPIA COMUNITÁRIA: ESPAÇO DE ENFRENTAMENTO DAS ANGÚSTIAS GERADAS PELO TRABALHO DA ENFERMAGEM

TERAPIA COMUNITÁRIA: ESPAÇO DE ENFRENTAMENTO DAS ANGÚSTIAS GERADAS PELO TRABALHO DA ENFERMAGEM  

Luciano Carneiro de Lima
Maria Teresinha de Oliveira Fernandes

- Introdução
A Terapia Comunitária (TC) é uma eficiente estratégia para abordagem comunitária no PSF. Além de tratar os pacientes, essa prática se mostrou eficiente para abordagem da enfermagem no PSF.
- Objetivo
Objetiva-se descrever os temas levantados pelos profissionais da enfermagem, participantes das rodas de Terapia Comunitária, além de analisar a pertinência dos temas apontados pela categoria profissional nas rodas de TC.
- Metodologia ou descrição da experiência
Trata-se de estudo descritivo e exploratório das rodas de TC, realizadas na sede do Distrito Sanitário Noroeste de Belo Horizonte com os profissionais enfermeiros e auxiliares de enfermagem das Unidades Básicas de saúde. Cada profissional participou de uma roda de Terapia como introdução ao projeto de valorização da enfermagem. Foram realizadas 8 rodas de TC no período de Janeiro/09 a Abril/09. Todas foram registradas pelos terapeutas por meio de um instrumento desenvolvido por um dos terapeutas - acompanhamento da roda de TC - previamente testado e aprovado.
- Resultados
Os temas levantados pelos participantes foram: angústia e ansiedade gerados pelo trabalho com 28,2 %; frustração no trabalho com 20,5%, sobrecarga ou cansaço devido ao trabalho com 17,9%; impotência diante das demandas do trabalho com 12,8%; desvalorização, estresse, desmotivação e desrespeito em relação ao trabalho 10,5%; solidão e abandono no trabalho 7,6%; esperança em melhorias no trabalho 2,5%. Os resultados chamam atenção pela somatória de variáveis encontradas relacionadas à precariedade do trabalho no PSF e a desmotivação dos profissionais da enfermagem. Percebe-se que esse contexto, além de retratar o sofrimento do trabalho da enfermagem no PSF, tem influenciado a qualidade de vida destes trabalhadores e muitas vezes levado a adoecimento físico e psíquico, repercutindo no absenteísmo seja por faltas e/ou licença médica, reforçando a precariedade do trabalho em saúde. Os resultados apontam ainda para questionamentos de que “espaços como os da TC” deveriam ser uma política de cuidado e humanização com o trabalhador.

- Considerações
As constantes mudanças, exigências, pressões e o acúmulo de responsabilidades no trabalho, provocam transtornos nos profissionais e precisam ser trabalhados. Percebe-se que muitas vezes, ao falarem de suas angústias, os profissionais começam a perceber que podem mudar sua forma de enxergar e abordar seus problemas, além de refletirem sobre suas repercussões no processo de trabalho, nas relações interpessoais e em seu contexto de vida social e familiar. Assim sendo, a Terapia Comunitária mostrou-se bastante eficaz em trabalhar os conflitos e angústias gerados pelo processo de trabalho no PSF.

TERAPIA COMUNITÁRIA COMO POSSIBILIDADE DE ENFRENTAR SOFRIMENTOS E DEMANDAS NA ATENÇÃO BÁSICA

TERAPIA COMUNITÁRIA COMO POSSIBILIDADE DE ENFRENTAR SOFRIMENTOS E DEMANDAS NA ATENÇÃO BÁSICA

Autores:
Maria Teresinha de Oliveira Fernandes
UBS João Pinheiro/Secretaria Municipal de Saúde/Prefeitura Belo Horizonte/ Universidade Federal de Minas Gerais/MG/Brasil
Luciano Carneiro de Lima
UBS Santa Maria/Secretaria Municipal de Saúde/Prefeitura Belo Horizonte/MG/Brasil
Ana Luiza de Aquino
Universidade Federal de Minas Gerais/Belo Horizonte/MG/Brasil
Graziela da Costa Santos
Universidade Federal de Minas Gerais/Belo Horizonte/MG/Brasil
Sônia Maria Soares
Universidade Federal de Minas Gerais/Belo Horizonte/MG/Brasil

Introdução: Sabe-se que a terapia comunitária vem conquistando um número expressivo de profissionais de saúde e há necessidade emergente de estudos nessa temática, uma vez que se mostra como potente metodologia para atenção básica.
Objetivos: discutir a roda de terapia comunitária como metodologia facilitadora para o enfrentamento de demandas e sofrimentos psicossociais na atenção básica.
Metodologia: Trata-se de estudo exploratório e descritivo, que caracterizou o perfil dos participantes e analisou as rodas de terapia comunitária, em uma Unidade Básica de Saúde de Belo Horizonte/MG. A coleta de dados ocorreu de Novembro-2008 a Junho-2009, por meio da observação participante e do registro das rodas de terapia comunitária, em 63 rodas. Seguiram-se os preceitos éticos recomendados pela Resolução 196/96 do CNS. Na prática a Terapia Comunitária tem seus pressupostos e regras que organizam o trabalho no grupo e que há consonância com técnica psicodramática, permitindo aprofundar conhecimentos.
Resultados: Foi possível refletir sobre a precariedade do trabalho em saúde, despertar para investigação epidemiológica, trabalho humanizado com ações orientadas para espaços de escuta priorizando a pessoa e não o aparato técnico e farmacológico, além do cuidado em saúde e auto-estima.
Considerações finais: A terapia comunitária possibilita ao profissional apreender a linguagem do povo e adequar orientações ao nível cultural. Facilita, assim, o enfrentamento profissional de tensões, temores, fantasias, frustrações e preconceitos que permeiam as relações interpessoais.

Palavras-chave: terapia comunitária, metodologia, enfrentamento, demandas e sofrimentos.

A TERAPIA COMUNITÁRIA: UM ESPAÇO DE LEGITIMAÇÃO E SUPERAÇÃO DO SOFRIMENTO

A TERAPIA COMUNITÁRIA: UM ESPAÇO DE LEGITIMAÇÃO E SUPERAÇÃO DO SOFRIMENTO

LUCIANO CARNEIRO DE LIMA; Maria Teresinha de Oliveira Fernandes.

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE BELO HORIZONTE – SMS

Introdução: A Terapia Comunitária é um espaço onde se procura partilhar experiências de vida e sabedorias de forma horizontal e circular.
Objetivo: Discutir a Terapia Comunitária enquanto espaço de legitimação do sofrimento e possibilidade de superação.
Descrição da experiência: Trata-se de relato de experiência das rodas de TC em sua fase de implementação nas unidades primárias de saúde Santa Maria e João Pinheiro, regional noroeste, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Foram 121 rodas realizadas no período de setembro de 2008 a março de 2009, registradas pelos terapeutas por meio de um instrumento desenvolvido por um dos autores - acompanhamento da roda de TC - previamente testado e aprovado.
Resultados: As rodas favorecem aos participantes refletir que o ser humano passa por processos cíclicos de sofrimento e se recuperam. Leva-os a entenderem que suas angústias são legítimas; a identificarem a vitimização e não a reforçar; a discutirem processos de sofrimento na perspectiva de transformá-los em competências e forças para o processo de viver.
Conclusão: A roda de terapia comunitária é uma metodologia que respeita a individualidade e favorece a participação voluntária em qualquer momento que a pessoa se sinta à vontade para se colocar. A roda surge como lócus do encontro de pessoas em vários processos de sofrimento, declarado ou não, suscitando reflexões de que outras pessoas também sofreram e não ficaram detidas pelas circunstâncias. Pelo contrário, encontraram alternativas de superação.